Contração fiscal não é solução para crise neste momento, diz Summers

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A resposta à crise econômica dos países desenvolvidos passa por políticas que incentivem a demanda e não por redução do déficit fiscal, como faz a Inglaterra desde que o governo conservador de David Cameron assumiu o poder, avaliou nesta quarta-feira Larry Summers, ex-diretor do Conselho Econômico da Casa Branca durante os primeiros anos do governo Barack Obama.

“O experimento fiscal em curso na Inglaterra deve ter efeito contrário ao desejado”, argumentou Summers, já que a contração dos gastos públicos impactará negativamente sobre a atividade econômica. Como consequência, o problema fiscal seria então intensificado, com queda do nível de receita, em vez de resolvido.

Em sua opinião, a diminuição do déficit fiscal pode ter efeito expansionista na economia quando é acompanhada de redução da taxa de juros, já que estimula o aumento do investimento por parte da iniciativa privada. “Mas isso não parece plausível quando a taxa de juros de longo prazo está abaixo de 2{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145}”, disse o economista durante o 6º Encontro Nacional da Indústria.