Contribuinte que descumpriu obrigatoriedade de emitir NFS-E tem multa cancelada

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O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou recentemente, auto de imposição de multa de 50{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} sobre o faturamento da empresa,

Carlos Alberto Gama


O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou recentemente1, auto de imposição de multa de 50{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} sobre faturamento da empresa, em razão do contribuinte não ter emitido nota fiscal conjugada sem autorização da Prefeitura Municipal.

 


Entenda melhor a discussão:


 


Sabemos que as empresas que comercializam mercadorias e prestam serviços, podem, em regra, emiti nota fiscal conjugada, desde que autorizadas pela Sefaz do Estado, bem como por seu Município.


 


No presente caso, a empresa foi autuada pela Prefeitura de Registro/SP por descumprimento de obrigação acessória: Deixou de emitir nota fiscal de serviço eletrônica, em razão de ter utilizado a plataforma de emissão de documento fiscal eletrônico do Estado de São Paulo2, conhecido como “Documento Auxiliar de Nota 


 


Fiscal Eletrônica – DANFE”, sem autorização, nos períodos de 01/12/2010 a 31/10/2011.


 


Em sua defesa o contribuinte reconheceu que realmente não cumpriu a obrigação acessória3, porém alegou que no período apurado o Fisco não encontrou irregularidades, e, que emitiu notas fiscais de serviço no modelo antigo de papel, recolhendo o ISS corretamente.


 


Dessa forma, o Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que se o Fisco Municipal não teve dificuldade na apuração do valor do tributo devido, ao qual foi efetivamente pago, não pode, nem mesmo a pretexto de invocar a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica, impor multa por descumprimento de obrigação acessória.


 


Nesse sentido restou consignado na decisão:


 


 “Ora, se autora recolheu regularmente o tributo devido, utilizando-se de documento fiscal ao qual tinha autorização para demonstrar os valores que 


 


1 AP. 000838-93.2012.8.26.0495


 


2 Por meio de nota conjugada.


 


3 Emissão da NFS-e, bem como autorização da Prefeitura de Registro/SP para emitir NF de prestação de 


 


serviço através de DANFE (estadual).


 


Serviram de base de cálculo, conforme se verifica dos documentos, mostra-se de todo desarrazoada a imposição de multa, que na espécie representaria 2.500{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} o valor da obrigação principal, consistente no recolhimento do ISSQN, a desnaturar a sua finalidade.”


 


Sem dúvida, andou bem a decisão!


 


Assim, podemos notar que o fato do contribuinte deixar de cumprir determinada obrigação acessória ne sempre é fator preponderante para imposição de penalidade. 


 


Se a empresa recolheu corretamente o tributo discutido, mas por algum motivo não conseguiu cumprir obrigação acessória envolvida, nem sempre existe razão para uma autuação.


 


É permitida a reprodução desde que citado a fonte e o autor.


 


Carlos Alberto Gama – Advogado na área tributária em São Paulo.


 


Fonte: www.contadores.cnt.br


 


Fonte: O Autor