Coordenadoria da Infância e Juventude realiza capacitação em Amambai

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Em mais uma etapa da proposta Coordenadoria da Infância e Juventude vai às Comarcas, será realizada em Amambai hoje e amanhã a 2ª Capacitação para execução da Justiça Restaurativa na Comunidade Indígena, experiência inédita no país, desenvolvida pelo judiciário naquela comarca desde 2011.

 

O evento será realizado no plenário do Fórum para juízes, promotores, defensores e membros de equipes técnicas e redes que atuam na área. O juiz Thiago Nagasawa Tanaka, titular da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, autor do projeto envolvendo indígenas e responsável pela implantação da proposta quando atuava em Amambai, confirmou presença no evento.

 

Pela programação haverá oficina de capacitação, palestras, visita à aldeia indígena e vivência de círculo restaurativo. Assim, o tema Execução da Justiça Restaurativa para a Comunidade Indígena será responsabilidade do juiz Ricardo da Mata Reis. O juiz Thiago Tanaka, que é também juiz auxiliar da Coordenadoria da Infância e Juventude de MS, falará sobre a comunidade indígena no Brasil.

 

Antes dos debates, a psicóloga e analista de ações socioeducativas Maria Cecília da Costa, integrante da equipe da Coordenadoria de Infância e Juventude de MS, falará sobre a Justiça Restaurativa Juvenil.

 

Questionado sobre sua participação na capacitação, Thiago Tanaka adiantou que pretende dividir a experiência vivida naquela comarca, apontando as dificuldades e sucessos alcançados na execução do projeto. “Nossa proposta é, além de restaurar a juventude indígena tratando os males que a aflige, chamar a comunidade a assumir seu papel. Além dos profissionais que atuarão no projeto, temos a parceria do Ministério Público, da Defensoria e da Procuradoria da Funai”, disse ele.

 

O projeto Justiça Restaurativa Indígena foi lançado em Amambai em novembro de 2011, em uma demonstração da postura inovadora do juiz, que atuou naquela comarca por mais de oito anos e conhece bem a realidade das famílias indígenas. Amambai tem pouco mais de 34 mil habitantes e, destes, cerca de 30{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} é composta pelos habitantes das três aldeias indígenas situadas no município.


Autoria do Texto:

Secretaria de Comunicação Social