Delegado da Polícia Federal garante mais eficiência no combate aos crimes de fraude bancária em seminário do TRF4

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“Antes de 2010, quando houve a mudança da metodologia de investigação de fraudes eletrônicas bancárias na Polícia Federal (PF), 99{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} dos inquéritos podiam ser considerados inúteis, meramente formais, sem efetividade.” Com esta constatação o delegado da PF e chefe-substituto do Serviço de Repressão de Crimes Cibernéticos do Distrito Federal (DF), João Vianey Xavier Filho, abriu uma das palestras desta manhã no Seminário de Atualidade e Futuro da Administração da Justiça, que acontece no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Ele veio à Porto Alegre mostrar as “modernas técnicas de investigação de fraudes eletrônicas bancárias e crimes cibernéticos”. Xavier Filho explicou que a investigação enfrentava várias dificuldades, como a falta de uma base de dados e um cruzamento de informações. “Como o crime acontece em vários estados, as diligências também aconteciam em diferentes locais, com solicitação da quebra de sigilo bancário, demorados inquéritos e baixíssimos resultados positivos”, completa.

O delegado aponta a implantação do “Projeto Tentáculos”, ocorrida há três anos, como “fundamental para o combate ao crime organizado”. A PF passou a alimentar uma base de dados nacional de fraudes bancárias, com comunicação de casos centralizada e eletrônica e cruzamento de informações.  “Isto trouxe uma grande agilidade para as investigações e efetividade, o que não tínhamos antes”, avalia. 

A PF atua nos crimes bancários praticados contra a Caixa Econômica Federal (CEF). Atualmente são mais de 463 mil inquéritos instaurados para apurar fraudes como violação do sistema de internet banking e clonagem de cartões.  Melek pondera que ainda são priorizados os casos mais importantes, que atingem um volume maior de pessoas.