Democracia no Brasil terá ciclo de debates na CDH.

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A partir de quarta-feira (27) a Comissão de Direitos Humanos realizará um ciclo de debates sobre a situação em que se encontram a democracia e o processo político no Brasil. O anúncio foi feito pelo presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), na abertura da sessão desta segunda-feira (25) que discutiu o Estatuto do Motorista (PLS 271/2008).

 

De acordo com números de uma pesquisa Ibope divulgados durante o fim de semana, 62{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} dos consultados defendem a realização de novas eleições para a presidência da República e a vice-presidência; 25{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} querem que Dilma mantenha-se no cargo, desde que altere seu Ministério e a política de alianças; e apenas 8{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} desejam que Michel Temer cumpra o restante do mandato. Paim avalia que os números mais recentes da pesquisa Ibope são um dado adicional e demonstram que o debate político precisa ser mais amplo e aprofundado.

 

A intenção do senador é ouvir a todos os setores da sociedade, incluindo o empresarial, trabalhadores, agentes políticos, sociais, acadêmicos e etc.

 

— O mundo todo viu o circo que foi a sessão do impeachment, com notórios corruptos falando em moralidade pública. Precisamos mais de estadistas do que de incendiários, esses parece que tem de sobra — defendeu.

O presidente da CDH afirmou ainda que a única unanimidade nacional hoje seria o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, “com uma altíssima taxa de rejeição segundo o Ibope”.

 

Estatuto do Motorista

No que se refere à sessão desta segunda, Paim acredita que as negociações podem levar à aprovação do Estatuto do Motorista.

 

— É uma categoria muito injustiçada, olhada de lado por parte da sociedade, porém fundamental para o funcionamento da economia — frisou.

O senador lembra que enfrentou resistências quando apresentou outras propostas como o Estatuto da Igualdade Racial, a política de valorização do salário mínimo, o Estatuto da Pessoa com Deficiência e etc. Mas acrescentou que longos processos de negociação no Parlamento e com o governo federal fizeram com que todos esses projetos fossem aprovados e sancionados.

 

Mais informações a seguir.

 

Fonte: Senado Federal.