Empresas tem tributos pesados, admite Ministro da Fazenda

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Quem tem empresa sabe o quanto é difícil, além de administrar toda a estrutura física e pessoal da empresa, efetuar o pagamento dos tributos. As guias de recolhimento fiscal, em sua maioria, ultrapassam mais de 30{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} da renda da companhia.

Todos esses tributos são de conhecimento do governo. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a estrutura brasileira de tributos é “pesada e onerosa” para as empresas.“Temos um caminho pela frente para reduzir esse peso, simplificar os tributos e melhorar a vida das empresas brasileiras”, afirmou o ministro da Fazenda.

“Se a estrutura tributária é pesada, e se tem soluções para a redução do peso, até quando devemos esperar para ajustar?”, interroga-se o tutor do Portal Educação, administrador Nivaldo dos Santos Júnior.

De acordo com o Ministro, os tributos no país, são maiores do que 35{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} do Produto Interno Bruto (PIB). Agora se discute a possibilidade de criação de um novo tributo, nos moldes da antiga Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), para financiar gastos com a Saúde.

“Quantas empresas poderiam sair da informalidade para serem empresas de verdade pagando impostos justos”, completa o administrador. Para se ter ideia dos custos, neste ano, até julho, segundo dados da Receita Federal, a arrecadação de impostos e contribuições do governo subiu quase R$ 100 bilhões. Apesar da alta da receita, o governo decidiu, em 2011, não destinar mais recursos para a Saúde. Em vez disso, optou por aumentar a economia para pagar os juros da dívida pública (o chamado “superávit primário”) para possibilitar um processo mais rápido de queda dos juros.