Ensino a distância para a magistratura é solução para superação de dificuldades na pandemia

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O investimento no conhecimento técnico-científico da magistratura é investimento direto na melhoria da entrega jurisdicional à população. Assim, mesmo com o advento da Pandemia da Covid-19, a partir de março de 2020, a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) não estacionou. À frente da Esmagis como diretora nesses dois últimos anos a desembargadora Maria Erotides Kneip destaca que a Instituição colecionou superação de desafios e inovações voltada para o ensino.
Nesses dois anos foram realizados 105 eventos, no formato de cursos, reuniões, audiências públicas, jornadas de estudo e fóruns, por exemplo. Esses encontros somam 1.897 participações de magistrados lotados no Primeiro e no Segundo Grau de jurisdição da Justiça Estadual nos mais variados temas afetos ao Judiciário. Parte deles foram realizados no formato presencial e outra de forma virtual, se adequando a mais nova realidade vivenciada pelo país.
Segundo a diretora, as aulas virtuais ou por ensino a distância foi um grande desafio que foi superado pela Esmagis. Para promovê-las “da noite para o dia”, inicialmente buscou-se uma plataforma que fosse adequada às necessidades e que se mostrasse eficiente. Quando o Poder Judiciário de Mato Grosso aderiu a uma plataforma de transmissão virtual, a dificuldade foi minimizada.
“Não obstante a pandemia e a dificuldade de nos reunirmos, nunca pensamos em educação a distância até porque entendemos que transmitimos muito mais o que somos que aquilo que sabemos. Então, nunca imaginamos que em uma escola de formação de magistrados tivéssemos que fazer aulas dessa forma, mas fizemos. Mesmo assim, dentro daquilo que foi possível nós fizemos até um pouquinho mais”, destaca Maria Erotides.
Ela ressalta ainda que, nesse período, a Esmagis buscou atender a todas as demandas que foram observadas como necessárias. Os temas dos cursos são escolhidos de acordo com a necessidade dos magistrados e após conversa com os desembargadores, especialmente com o Corregedor-Geral da Justiça. Dentre eles destacam-se o curso de Gestão da Vara, que resultou no projeto de mentoria para planejamento estratégico de unidades jurisdicionais; curso de defesa pessoal, realizados regionalmente para alcançar os juízes que estão no interior e um mestrado que ainda está na fase de seleção dos projetos realizados pelos juízes candidatos às 22 vagas. A Esmagis também realizou o planejamento estratégico do órgão, permitindo uma visão crítica de aonde quer chegar.
“Os juízes estão estudando cada vez mais. Queremos juízes pesquisadores que saibam profundamente aquilo que eles decidem (…) e cada vez mais consultem diversos autores para saber de determinado assunto sobre diversas óticas da ciência. Penso que a obtenção desse mestrado foi um dos maiores ganhos que a Esmagis teve. Outro grande ganho foi o fato da transformação da nossa Escola da Magistratura, que era apenas um departamento do Tribunal Pleno, em um Instituto de Educação Superior (IES) que pode inclusive certificar seus cursos e fazer as suas pós-graduações”, conclui a magistrada.
Maria Erotides tomou posse como diretora da Esmagis em 11 de março de 2019 e a vice-diretora, Maria Aparecida, em 14 de maio do mesmo ano. Juntas, elas estarão à frente da instituição até o dia 28 de fevereiro de 2021. O desembargador Marcos Machado será o novo diretor e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos atuará como vice-diretora.
Fonte TJMT