Indústria defende pis e cofins menor para máquina agrícola

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INDÚSTRIA DEFENDE PIS E COFINS MENOR PARA MÁQUINA AGRÍCOLA


Laycer Tomaz


O representante da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) Agmar Rodrigues Faria defendeu hoje, em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, a redução do PIS e da Cofins para os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, que enfrentam prejuízos em decorrência da crise no setor rural.

A reunião foi realizada a pedido do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Na avaliação do parlamentar, se o governo não socorrer os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, o setor agrícola terá que importar esses equipamentos em um futuro próximo.

Segundo Agmar, de janeiro a março de 2005, o setor vendia 30 colheitadeiras por dia. Em maio de 2006, vendeu apenas 14. Ele atribui essa retração na venda à diminuição da renda do agricultor e à queda na expansão das áreas plantadas.

Também o assessor do presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul, Antônio Carlos Maciel Monteiro, pediu ajuda ao governo para que o setor possa sobreviver. Segundo ele, os fabricantes de máquinas e implementos terão de renegociar as dívidas com o governo e com os fornecedores.

Falta de políticas


Para o deputado Carlos Melles (PFL-MG), a agricultura passa por crise em razão da falta de políticas voltadas ao setor. Segundo ele, não existe política de seguro agrícola, nem de preço mínimo. O parlamentar ressaltou que, de 2000 a 2004, cinco cooperativas agrícolas faliram no Rio Grande do Sul.


Carlos Melles também criticou as altas taxas de juros. “O maior crime que se pode cometer contra o agricultor”, na opinião do deputado, é conceder-lhe mais crédito, porque, acredita, as altas taxas de juros farão com que ele saia do negócio.


Por sua vez, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães, disse que, no próximo ano, o governo pretende reduzir as taxas de juros para a agricultura. Guimarães também afirmou que o setor ainda terá de esperar de três a quatro anos para ter um seguro agrícola completo. Neste ano, apenas 2/3 da produção será coberta por seguro, de acordo com o secretário.

Ajuda ao RS


O assessor especial do Ministério da Fazenda, Geraldo Fonteles, que também participou do encontro, disse que o governo não deixou de atender, em momento algum, às demandas dos agricultores do Rio Grande do Sul durante o período de seca em 2000, 2004 e 2005. Ele destacou, inclusive, que o governo prorrogou o prazo para pagamento das dívidas.