Judiciário paulista faz greve

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Servidores do Poder Judiciário de São Paulo decidiram ontem, em assembleia, permanecer em greve por tempo indeterminado. Os manifestantes reivindicam uma reposição salarial de 20,16{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145}. O secretário estadual da Casa Civil, Luiz Antonio Guimarães Marrey , disse que o governo paulista não pode interferir na greve do Judiciário. A declaração é uma resposta ao Tribunal de Justiça, que alegou aos servidores não poder dar a reposição salarial pedida por eles por não dispor de verba. O TJ não dispõe de autonomia financeira, e o Orçamento de 2010 feito pelo Judiciário foi cortado em mais de R$ 2 bilhões pela Assembleia, cuja maioria apoia o governo. Marrey disse que nenhum aumento pode ser dado aos servidores porque poderia ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal e a lei eleitoral. Segundo ele, a greve é feita por um movimento “truculento e autoritário”. O secretário não descarta o uso da força policial. Ontem, segundo a Polícia Militar, cerca de 4.000 grevistas do Judiciário protestaram no centro da capital. A greve dos servidores começou 28 de abril.