MEIO TERMO Plataforma de mediação online fez 53 mil acordos judiciais em três anos

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Por Fernando Martines

As plataformas de mediação de acordos jurídicos no Brasil vem crescendo. A MOL (Mediação Online) anunciou que fez 35 mil acordos em 3 anos, e que o tempo médio para tratamento via negociação ou mediação tem sido de um mês. Foram R$ 122 milhões transacionados em acordos na plataforma.

Segundo a empresa, a taxa de acordo é de 60%. Metade dos casos são cíveis e com bancos. Os outros são divididos entre os setores de educação, varejo, telefonia, saúde (todos cíveis também), e indústria (trabalhistas).

Melissa Gava, CEO da empresa, ressalta que, ao contrário do que é pensado por muita gente, o serviço não é usado apenas por pessoas físicas em causas pequenas. “É muito utilizado por pessoas jurídicas e inclusive neste recorte os acordos tem um tíquete médio de R$ 400 mil”, afirma à ConJur.

A executiva explica que todos os acordos precisam ser homologados pela Justiça e essa etapa precisa ter o envolvimento de advogados. “Na verdade, acontece muito do advogado atuar desde o começo da mediação pela ferramenta. Esta atuação tem sido muito efetiva”, conta Melissa.

Case Itaú
A CEO destaca como case o serviço feito ao Itaú. O trabalho recebeu o prêmio Conciliar É Legal de 2018, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça.

Em serviço prestado para o Itaú Unibanco, a MOL estimulou acordos entre empresas com pendências financeiras e a instituição bancária, credora dos valores. Os dois lados se reuniram em uma plataforma 100% desenvolvida pela equipe da MOL. E o diálogo foi incentivado por mediadores imparciais, que buscaram reconstruir a relação entre as partes por meio de técnicas e metodologias especializadas.

Entre maio de 2017 e setembro de 2018, participaram das sessões de conciliação 1.066 empresas de todo o Brasil, além de uma companhia com filial na Flórida (EUA) e advogados de 26 escritórios que representaram o Itaú Unibanco. No total 243 acordos foram fechados, que resultaram na desjudicialização de 612 processos que tramitavam na Justiça. E 360 casos não chegaram a se tornar processo porque as partes se entenderam durante a mediação.

Fonte: Consultor Jurídico.