Proteção trabalhista em xeque na UE.

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Após Portugal, chegou a vez de Espanha, França e Itália darem início a uma profunda flexibilização do mercado de trabalho, alegando que isso é essencial para evitar ainda mais desemprego em meio à deterioração econômica.

O governo de Mariano Rajoy, na Espanha, anunciou que até o começo de fevereiro detalhará reforma que desmonta a prática de negociação coletiva, pela qual os termos e condições para os trabalhadores espanhóis são negociados em nível regional e, às vezes, por setor. Rajoy também pretende vincular os salários à produtividade das empresas e do país, em vez de indexá-lo à inflação.

Na França, o presidente Nicolas Sarkozy promoveu ontem uma “cúpula social” com sindicatos e patrões e prometeu “medidas de urgência” para o emprego. Como na Espanha, a ideia é facilitar o desemprego parcial. A empresa conserva o assalariado trabalhando menos e ganhando menos, mas evita demiti-lo. O governo promete programa para, no tempo livre forçado, o trabalhador melhorar sua formação profissional.

Na Itália, o governo de Mario Monti prepara uma reforma trabalhista na qual “nada é tabu”. Ela visa obter contratos mais flexíveis e um sistema de previdência que encoraje o trabalhador a mudar de emprego.