Romeu Tuma Júnior é exonerado do cargo

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Romeu Tuma Júnior foi exonerado, ontem, da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ). Ele estava afastado do cargo, há um mês, por suspeita de envolvimento com o chinês Li Kwok Kwen, mais conhecido como Paulo Li, acusado de contrabando.

A decisão de tirar Tuma Júnior do governo foi tomada pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que encaminhou o ato de exoneração ao Palácio do Planalto. Em nota, o Ministério da Justiça informou que o ex-titular da SNJ “responde a três procedimentos apuratórios junto à Comissão de Ética da Presidência da República, junto ao próprio MJ e à Polícia Federal”.

“O ministro entende que, estando fora do cargo que atualmente ocupa, Tuma Júnior poderá melhor promover sua defesa”, continuou a nota. “O ministério destaca os relevantes trabalhos prestados por Romeu Tuma Júnior”, concluiu a nota.

Tuma Júnior teve que se afastar do cargo após a divulgação de conversas telefônicas dele com Paulo Li.

As conversas foram interceptadas pela Polícia Federal durante investigações de contrabando de mercadorias e formação de quadrilha. Li foi preso, em setembro, e Tuma, ao saber das investigações, procurou a PF, naquele mês, e prestou esclarecimentos a respeito de sua ligação com o chinês, de quem se diz amigo. Tuma nega as acusações, diz que é vítima do crime organizado. Ele esperava voltar ao trabalho, hoje. Soube de sua exoneração pela imprensa.