Sede do TRF da região Sul foi bem planejada

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A sede em Porto Alegre do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que abrange os Estados do Sul do país, apesar de ter sido inaugurada em 2003, é considerada um exemplo de obra econômica pelo Conselho de Justiça Federal (CJF). O tribunal, que ocupa um prédio de dez andares e uma área de 34 mil metros quadrados, foi construído com um baixo orçamento. Custou aos cofres públicos R$ 68 milhões, em valores atualizados.

O tribunal possui 32 gabinetes, um plenário para 350 pessoas e um auditório multifuncional com paredes removíveis, o que possibilita a subdivisão em até seis salas. De acordo com a arquiteta do TRF da 4ª Região Karyn Löw Pagliarini, apesar de atualmente contar com o processo eletrônico, o prédio foi projetado para suportar uma sobrecarga de papel, com a laje própria para uma biblioteca. “Isso dá autonomia para que se façam rearranjos na configuração sem precisar se preocupar com a estrutura do prédio”, afirma Karyn. Outra medida adotada foi privilegiar no projeto do prédio o uso de materiais abundantes na região, para com isso reduzir-se os gastos com o frete.

A preocupação com a sustentabilidade ambiental também é um requisito nas obras da Justiça Federal da 4ª Região. De acordo com Karyn, o TRF e outras varas da região sul contam com tratamento para reutilização da água da chuva, vidros duplos que retêm a temperatura e esquema de terroacumulação, para a fabricação noturna de gelo a ser usado no ar-condicionado. A arquiteta trabalha no projeto de novas varas federais na região Sul, uma delas em Foz do Iguaçu, que deve ocupar uma área de 28 mil metros quadrados em um prédio de sete andares. Como na região, em boa parte do ano, não é possível o aproveitamento da ventilação natural, em razão das baixas temperaturas registradas, o projeto conta com um sistema de ventilação cruzada natural, por meio da instalação de um jardim interno no prédio. (LC)