Sexta Turma se despede de Nilson Naves

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A idade de 70 anos chega para o ministro Nilson Naves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no próximo dia 28. Com a proximidade da data, o Tribunal perde seu decano e um dos seus integrantes mais admirados. Na tarde desta quinta-feira (15), funcionários do gabinete do ministro, da Sexta Turma e da Corte compareceram à sua última sessão de julgamento para prestar homenagem ao magistrado, a quem admiram pela serenidade, que transparece no trabalho e nas lições com os julgamentos.

Ao falar em nome dos demais ministros da Turma, a ministra Maria Thereza de Assis Moura lembrou a grande preocupação do ministro Naves em afirmar a importância do STJ como a mais alta corte infraconstitucional do país, a qual ele integra desde a sua criação, pela Constituição Federal de 1988.

Emocionada, a ministra Maria Thereza destacou o brilho, a criatividade, a inteligência e a visão do ministro Naves, que, segundo ela, revela a sua grande sabedoria. “Moderno, é um humanista em suas posições. É um paladino da liberdade e sonha com ela. Polidez no trato, a temperança, a doçura, a justiça, a coragem – sua marca. Nesta tarde, um homem de acentuado espírito humanista encerra sua participação nesta Sexta Turma, mas não sua carreira”, salientou a ministra.

Os advogados Alberto Zacharias Toron e Antônio Carlos Almeida Castro saudaram o ministro, elogiando o seu caráter e seu espírito humanista e solidário. “Eu posso dizer que o ministro Nilson Naves é um juiz na essência da palavra. O que faz a diferença em um juiz é a humildade, saber ouvir para ouvir os anseios da sociedade, formação humanística, entregar-se completamente à causa, coragem e ousadia – todas as características compõem o senhor, ministro”, afirmou Almeida Castro.

Em nome de todos do gabinete do ministro, a servidora Maria Aparecida Caixeta de Bezerra destacou que valeu todo o trabalho desenvolvido durante todos os anos de convívio. “Juntos trabalhamos, lutamos, vivemos, acontecemos. Somos agradecidos por existir em nossas vidas. Somos agradecidos por fazer mais bela a história de cada servidor do seu gabinete. Se hoje somos mais ricos, é porque convivemos com Vossa Excelência”, disse.

O subprocurador-geral da República Maurício Gonçalves também se solidarizou com todas as manifestações, destacando, mais uma vez, a grande capacidade e o humanismo do ministro Naves. “Vossa Excelência cumpriu perfeitamente o seu dever”, afirmou.

Emocionado, o decano ressaltou que teve muitas alegrias dentro do Tribunal da Cidadania, e uma das maiores, no seu ponto de vista, foi de compor a Sexta Turma. “Quero crer que não eu apenas, nesta Turma, mexeu em várias orientações aqui assumidas. Acontecimentos marcantes fizeram parte do nosso dia a dia. Guardarei comigo momentos de debates, às vezes acalorados, onde nos debruçamos no texto da lei para corrigir-lhe, quando imperfeito. Quebramos paradigmas para encontrar a perfeita correspondência entre as palavras e o texto da lei”, destacou.

O ministro afirmou, ainda, viver dois sentimentos: a tristeza e a alegria. “A tristeza de deixar o convívio com os magistrados e a excelente Turma, na qual me realizei. Levarei comigo boas lembranças. E a alegria de dever cumprido. Acho que completei a carreira guardando minhas convicções”, finalizou.


Coordenadoria de Editoria e Imprensa