SP aprova plano de carreira para o Judiciário

0
75
Print Friendly, PDF & Email

 

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou ontem o projeto de lei que cria um plano de carreira para os servidores do Judiciário. O texto, que vai agora à sanção do governo estadual, prevê um reajuste médio de 5,1{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} para os trabalhadores. Ainda assim, a categoria decidiu manter a greve, iniciada no dia 28, que conta com 40{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} de adesão. Os servidores reivindicam reposição salarial de 20,16{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145}.

Para aprovar o plano de carreira, o governo paulista autorizou a liberação de verba suplementar de R$ 180 milhões, segundo Maricler Real, diretora da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp). Para os servidores, que lotaram as galerias da assembleia ontem à tarde, o plano de carreira aprovado não é o ideal. “Mas é um começo”, afirma Maricler.

A cada dois anos, auferido merecimento, o servidor poderá ter acréscimo de 0,5{7a3a68e1616b7aaba0d480ce0a8cac54774e7fddc429e25618f6fd9a5a093145} no salário. Além disso, a remoção de uma comarca para outra, assim como a indicação de funcionário para cargo de chefia, não ocorrerá mais por indicação do juiz, mas por merecimento. “Será criada uma forma de pontuação por tarefas ou cursos realizados”, explica a diretora da Fespesp.

Os oficiais de Justiça foram especialmente prejudicados, segundo Yvone Moreira, presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp). A função, diz, não terá mais direito ao regime especial de jornada e terão agora que cumprir 40 horas semanais.